A arquitetura verde avança com velocidade e se consolida pouco a pouco na sociedade atual, graças ao nível de consciência ambiental.

Os edifícios sustentáveis ​​tentam evitar a degradação do planeta, mediante o aproveitamento dos recursos do meio existente, e aproveitando a energia proveniente do meio ambiente, evitando assim o desperdício do mesmo.

De acordo com dados atuais, o setor de construção não só consome uma elevada porcentagem de recursos naturais – água, eletricidade e matérias-primas, entre outros –, assim como é responsável pela emissão de uma enorme quantidade de resíduos e gases nocivos para a atmosfera, como o CO2, a principal causa do efeito de estufa.

Outro dado a ter em conta é que os edifícios convencionais são responsáveis ​​por cerca de 50% do total de energia consumida em todo o mundo, ao qual se adiciona a quantidade de poluentes que são emitidos diariamente, bem como a matéria-prima necessária para a sua manutenção.

É por tudo isso que tanto a administração pública como os próprios arquitetos começaram a utilizar a arquitetura verde. O famoso arquiteto Frank Gehry é um dos maiores promotores desta arquitetura sustentável; de acordo com Gehry, “É necessário economizar energia e dinheiro. Fazer arquitetura verde. Agora tudo tem de ser verde. E é real, porque se não estamos mortos”.

Vantagens da arquitetura verde

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  • Benefícios ambientais. A principal característica deste tipo de arquitetura é que a mesma respeita o meio ambiente; fazendo menor uso de eletricidade, são gerados menos resíduos e se reduzem as emissões de CO2 e de outros gases que causam o aquecimento global.
  • Benefícios econômicos. A redução do uso de energia faz com que esses edifícios ecológicos apresentem um benefício econômico considerável. Por outro lado, ao basear a sua construção em modelos ecológicos e em sistemas de gestão eficientes, pode custar o mesmo e até menos do que os edifícios convencionais.

Os edifícios verdes são construídos tendo em conta o ambiente, e incorporam vários sistemas que garantem uma grande redução no uso de energia:

  • Uso de fontes de energia renovável. Os edifícios verdes são construídos com sistemas de coleta de água da chuva, aproveitam o calor proveniente do solo para aquecer as instalações e as correntes de ar natural para resfriá-las. Estes edifícios se orientam de modo que a energia solar seja aproveitada ou armazenada, etc., o que faz com que, além de economizar até 30% de energia, em comparação com os edifícios convencionais, sejam autossuficientes e sustentáveis.
  • Uso de materiais ecológicos. Os edifícios verdes são fabricados com materiais do ambiente em que estes estão localizados, bem como com materiais reciclados, o que significa uma redução da energia necessária tanto para sua fabricação como para seu transporte.
  • Instalação de portas automáticas e outros sistemas como rutura da ponte térmica nas janelas, de modo a evitar trocas de temperatura entre o interior e o exterior do edifício, reduzindo a necessidade de sobrecarga do equipamento de ar condicionado.

Alguns exemplos de edifícios verdes

  • La Vela, sede do BBVA, em Madrid. Esta torre de 93 metros de altura, projetada pelos arquitetos suíços Jacques Herzog e Pierre Meuron, conta com certificação LEED Ouro, um dos padrões mais exigentes do mundo da eco-construção. Este edifício elíptico dispõe de inúmeras características que o consideram “sustentável”: foi construído com materiais de baixo impacto ambiental, 100% dos resíduos gerados são reciclados e tem jardins no telhado para coletar a água da chuva.
  • The Crystal, Londres. Uma das principais características deste edifício majestoso é que aproveita ao máximo a luz natural do dia. The Crystal utiliza uma tecnologia de iluminação inteligente graças à própria energia solar que é capturada durante o dia por meio dos painéis fotovoltaicos instalados à sua volta. Este edifício em Londres também coleta água da chuva para auto-abastecimento e purifica a água residual para a tornar potável.
  • Edifício Píxel, Melbourne. É o primeiro edifício de escritórios australiano com zero emissões, o que lhe deu a mais alta distinção do Green Building Council da Austrália. Este edifício não só é capaz de se auto-abastecer, como também conta com sistemas de coleta de água, reciclagem de resíduos e grandes áreas verdes em sua cobertura, destinadas à coleta de água da chuva. Porém, o edifício Píxel vai mais além, uma vez que os painéis que formam sua cobertura permitem controlar a passagem da luz, bem como a ventilação, reduzindo o uso de energia.

A arquitetura verde tenta combinar design e sustentabilidade, não apenas para aliviar os efeitos negativos sobre o meio ambiente, como também para ajudar e melhorar a qualidade de vida de seus habitantes e usuários.

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